Brian May, do Queen, critica Eric Clapton por negar vacinas

Lendas do rock britânico tem opiniões diferentes sobre a obrigatoriedade da vacinação para retomar shows e eventos.
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O clima na Inglaterra esquentou depois que o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou a necessidade de exigir a vacinação para autorizar a entrada de pessoas em casas de shows e festas na terra da Rainha.

ERIC CLAPTON reagiu de maneira contrária à iniciativa, afirmando que não se apresentará mais em locais que exijam que os participantes apresentem prova de vacinação.

“Eu gostaria de dizer que não irei me apresentar em nenhum palco onde haja um público discriminado. A menos que haja provisão para que todas as pessoas possam comparecer, eu me reservo o direito de cancelar o show“, disse o músico em nota oficial.

Aos 76 anos, Clapton é um ativista antivacina. Ele recebeu as duas doses da vacina Oxford/AstraZeneca, mas contou que teve efeitos colaterais tão “graves” que ele temeu “nunca mais voltar a tocar”. Em maio deste ano, ele afirmou que teve reações por quase duas semanas, ficando com as mãos inutilizadas.

As reações adversas supostamente enfrentadas por Eric Clapton são muito raras.

Por outro lado, o também guitarrista BRIAN MAY, do Queen, discordou da opinião de Eric Clapton. “Ele é meu herói, mas ele tem pontos de vista muito diferentes de mim em muitos aspectos”, disse ao jornal britânico Independent.

“Ele é uma pessoa que acha que não há problema em atirar em animais para se divertir, então temos nossas divergências, mas eu nunca deixaria de respeitar o homem. Gente antivax, sinto muito, acho que são tolos“, atacou May, de 74 anos.

“Há muitas evidências que mostram que a vacinação ajuda. Em geral, elas tem sido muito seguras. Sempre haverá algum efeito colateral em qualquer medicamento que você tome, mas sair por aí dizendo que as vacinas são um complô para matá-lo, me desculpe, isso é tolice demais para mim”, concluiu.

A Inglaterra enfrenta um momento de alta no número de casos confirmados de coronavírus, justamente enquanto retira todas as medidas de contenção e isolamento social, como o próprio uso de máscaras. O primeiro-ministro Boris Johnson já chegou a afirmar que pode voltar a impor restrições no país, caso a situação saia de controle. O governo britânico estima que o país pode registrar até 100 mil casos novos da doença por dia nas próximas semanas.

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